Entre as empresas contratadas, o dinheiro é concentrado: dez delas ficam com cerca de 29% de tudo que a prefeitura compra. Isso não é anormal em cidade média: poucos fornecedores atendem contratos grandes e contínuos, como coleta de lixo e transporte escolar.
A quarta colocada, M. R. P. Basilio, recebeu R$ 33,5 milhões distribuídos em 14 pagamentos. É uma média por pagamento bem maior que a da primeira colocada, que recebeu em 295 vezes. No cadastro da Receita Federal ela consta como empresa de pequeno porte.
Isso é comum em obra e em compra de equipamento, onde o contrato costuma ser pago em poucas parcelas grandes, e o porte declarado à Receita muitas vezes fica desatualizado. Registramos aqui porque o dado é público e porque quem quiser conferir o contrato já sabe por onde começar.
Empresas que dividem sócios
Cruzamos o CNPJ de cada fornecedor com o cadastro de empresas da Receita Federal, que é aberto a qualquer pessoa. Dos fornecedores com contrato, conseguimos o quadro societário de praticamente todos. Uma coisa que aparece nesse cruzamento:
Em cidade do porte de Nova Andradina isso é bastante comum. Uma família costuma ter duas ou três empresas: uma de construção, uma de transporte, uma de comércio. Sócio em comum entre fornecedores da prefeitura é, por si só, uma situação corriqueira e perfeitamente legal.
A pergunta que ainda queremos responder é mais específica: alguma dessas empresas que dividem sócio chegou a disputar a mesma licitação, uma contra a outra? Essa checagem está montada no banco de dados do projeto. O resultado será publicado aqui quando estiver conferido, inclusive se não encontrarmos nada.